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Telecuidado

Um dos maiores desafios que os sistemas de saúde globalmente enfrentam é o aumento do peso das doenças crónicas, sendo certo que o futuro dos cuidados de saúde será dominado, nas próximas décadas, pela presença deste tipo de doenças, pelo que se torna urgente a implementação de políticas de saúde mais focadas na promoção da saúde e prevenção da doença.​

O cenário caracterizado pelo aumento crescente das doenças crónicas e mais especificamente, pelo aumento do número de pessoas com múltiplas doenças crónicas em idade avançada condiciona uma maior pressão na utilização dos serviços de saúde, tornando-se emergente alterar o sistema de prestação de cuidados de forma a torná-lo mais sustentável. 

Neste contexto, o telecuidado dá resposta ao foco na prevenção da doença e promoção da saúde, apresentando soluções e alternativas inovadoras para a diminuição dos encargos com este tipo de doenças através da redução da necessidade de procura de cuidados diferenciados mais dispendiosos. Contribui para a diminuição de internamentos evitáveis e para a redução da demora média de internamento quando os doentes podem ser monitorizados remotamente. Neste sentido, torna-se possível a mitigação do risco de incerteza associado à atividade hospitalar através da redução de custos inesperados, imprevisíveis e de difícil previsão. 

A telemonitorização em concreto promete revolucionar a forma como são prestados os cuidados de saúde e a forma como se previne e antecipa a doença, criando os mecanismos necessários para que os doentes e as respetivas necessidades sejam geridas a partir da comunidade.

O telecuidado tem ainda a capacidade de intervir em áreas como a qualidade no sentido em que oferece a possibilidade a doentes que vivem em áreas remotas de aceder a cuidados de saúde, ultrapassando as assimetrias regionais e por outro lado, reduz a exposição a ambientes hospitalares com maior nível de risco nosocomial.